quinta-feira, 1 de abril de 2010

Livre Arbítrio.

Em um atento condicional, revolvi os meus ilícitos projeteis. Sob as duas torres, silenciava o suplicar emocional da contida raça humana. Uma recusa indiferente de prostrar-se passo a frente, e me faria reconhecer-lhe; os braços tomados de massa muscular, irrevogavelmente obtida em teus anos mártires sobre a face da Terra, esforçando-se para manter oculta a tua verdadeira natureza. Pousou teus olhos sobre o meu próprio avatar, vagando impiedosamente cada centímetro daquela carcaça humana, os mesmos antigos costumes, aprisionados sob uma solução de partículas estruturadas, agora liderando a comanda revolucionária daqueles que gritavam por vingança. Poderia provar-lhe, sem quaisquer resquícios resolúveis de cordialidade e simpatia, que o superava em teus objetivos simplórios. Meus olhos aprofundaram-me por detrás de tua mascara, compenetrando-lhe a alma, sucumbindo-no aos ourives que bravamente evadiam-lhe os pensamentos. Roubava-lhe a essência, desfrutando de tua ordinária condição submissa. Abordava-no, arrancando-lhe a força de suas recusa sobrenatural. Oprimia-no, encaixando-o na reles definição que mais temia e detestava. Mentalmente provocava-no, trocando toques e amaldiçoando caricias. Entregava-lhe o poder da escolha, e eis que então entregava-se por completo aos teus temores ocultados.

(fortemente influenciado pelo livro: a batalha do apocalipse, de eduardo spohr)

Nenhum comentário:

Postar um comentário