A soberania englobava-nos a cabeça. Relutei por repousar sobre aquele trono, padecendo as necessidades mortíferas do reino que subsistia sob minhas pálpebras. Peças de xadrez esperando para serem movidas, incapazes de caminharem sozinhas por uma ou duas casas sem auxilio prévio.
A raça humana me envergonhava.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Livre Arbítrio.
Em um atento condicional, revolvi os meus ilícitos projeteis. Sob as duas torres, silenciava o suplicar emocional da contida raça humana. Uma recusa indiferente de prostrar-se passo a frente, e me faria reconhecer-lhe; os braços tomados de massa muscular, irrevogavelmente obtida em teus anos mártires sobre a face da Terra, esforçando-se para manter oculta a tua verdadeira natureza. Pousou teus olhos sobre o meu próprio avatar, vagando impiedosamente cada centímetro daquela carcaça humana, os mesmos antigos costumes, aprisionados sob uma solução de partículas estruturadas, agora liderando a comanda revolucionária daqueles que gritavam por vingança. Poderia provar-lhe, sem quaisquer resquícios resolúveis de cordialidade e simpatia, que o superava em teus objetivos simplórios. Meus olhos aprofundaram-me por detrás de tua mascara, compenetrando-lhe a alma, sucumbindo-no aos ourives que bravamente evadiam-lhe os pensamentos. Roubava-lhe a essência, desfrutando de tua ordinária condição submissa. Abordava-no, arrancando-lhe a força de suas recusa sobrenatural. Oprimia-no, encaixando-o na reles definição que mais temia e detestava. Mentalmente provocava-no, trocando toques e amaldiçoando caricias. Entregava-lhe o poder da escolha, e eis que então entregava-se por completo aos teus temores ocultados.
(fortemente influenciado pelo livro: a batalha do apocalipse, de eduardo spohr)
(fortemente influenciado pelo livro: a batalha do apocalipse, de eduardo spohr)
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