Veste-se em cetim: Doce ilusão. Eis que os mais diversos fantasmas hão de caminhar ao teu encontro. Proferiu-me uma vez que “És eternamente conseqüente dos erros outrora cometidos”, e alego-lhe com louvor, querido, hei de introduzir-lhe uma salva de palmas pela sábia colocação. Ou o faria, caso considerasse teus próprios conselhos um pequeno algo além de palavras meticulosamente planejadas para que telespectadores inexistentes viessem a ouvir.
Jorra-me o sangue. Estive no inferno por duas vezes; o suficiente para deleitar-me a Oh!, tão extraordinária sensação que presidia o libertar-se das correntes. Era pútrida, surreal e dolorosa. Eis a tua verdade: Eram-lhe meramente ilustrativas, e eis que passava-lhe por toda a extensão da tua anatomia um receio, tomando-lhe por inteiro, transpassando-lhe o peito com intensidade, e marcando-lhe nas veias um sinal de eterno condenado.
Dói-lhe saber que teu passaporte para o céu estará manchado em escarlate, renegando-lhe a passagem e estadia, ao que seringas afastam-lhe de falsos sorrisos sádicos? Não deveria.
Não haveria salvação para minha tragédia; afundara minha alma em uma piscina de sangue e talvez jamais encontrasse uma válvula de escape para tal situação. Porém, arrancaria meu coração, entregando-te em uma bandeja de ouro, caso tivesse absoluta certeza de que isto conseguiria resgatar a eterna criança adormecida em teu peito, trazendo-lhe de volta o sorriso que outrora morara irradiante em teus lábios. Apenas durma, doce amante, e o tempo também há de manchar-lhe os lençóis com a vívida cor da vingança.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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