quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Almost Poisoned.
Ao observar minha imagem ao topo do mundo, só passava-me pela cabeça uma única certeza: Aquele grito torturante jamais abandonaria minha garganta.
Talvez simplesmente estivesse designado a isto. Infortúnio que duvidasse do destino: O tempo deixara cicatrizes profundas nas minhas veias, quase forçando-me a confiar que todos os teus sinais houvessem sido combinados em antemão.
Meus olhos doíam ao encarar a parede esverdeada debochando-me à minha frente: Ela jamais me parecera tão branca. Não havia nada que fizesse com que me sentisse melhor naquele momento, apenas apreciaria, por ora, abraçar aos conceitos de Sylvia Plath, permanecendo ali, “deitado de mãos postas e ficar completamente vazio”, disposto apenas as minhas dores carnais.
Meu coração poderia permanecer congelado durante anos; sempre voltaria a sentir a brasa florescendo-lhe, quando voltasse a derreter. Não se preocupe, querido, eu aceitaria tuas mentiras, apenas não permitira que envenenassem-me de tal maneira.
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