Que durmam todas as mágoas, todas as tristezas e sentimentos que carrega em teu peito. Que adormeçam-lhe as alegrias e todas as tuas paixões. Adormeça, doce criança, durante o tempo que pedires teu tempo. Durante o tempo que julgares necessário adormecer.
(Viajando.)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Que comece a decomposição.
Encontrei-te nas minhas dores. Em minhas feridas inexistentes, no saber de que por toda a eternidade, haveria de desfrutar da falta que fazias-me, do vazio que por sempre instalara-se em meu peito, e haveria de permanecer ali, intacto, intocado até o dia em que reunistes-te aos meus doces e cruéis desejos. Esperei tanto para pronunciar-te tais palavras, para quando finalmente reunisse-me a ti, encontrastes-te em qual deplorável estado, incapaz de reconhecer-me a um cílio sequer. Destruístes-te, embora fosse este o meu papel. E recusavas a qualquer ajuda que viessem a oferecer-te.
Digo-lhe então adeus, despeço-me. Espero que aproveite a morte, e que comece a decomposição.
Digo-lhe então adeus, despeço-me. Espero que aproveite a morte, e que comece a decomposição.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Whispering to Hell.
Veste-se em cetim: Doce ilusão. Eis que os mais diversos fantasmas hão de caminhar ao teu encontro. Proferiu-me uma vez que “És eternamente conseqüente dos erros outrora cometidos”, e alego-lhe com louvor, querido, hei de introduzir-lhe uma salva de palmas pela sábia colocação. Ou o faria, caso considerasse teus próprios conselhos um pequeno algo além de palavras meticulosamente planejadas para que telespectadores inexistentes viessem a ouvir.
Jorra-me o sangue. Estive no inferno por duas vezes; o suficiente para deleitar-me a Oh!, tão extraordinária sensação que presidia o libertar-se das correntes. Era pútrida, surreal e dolorosa. Eis a tua verdade: Eram-lhe meramente ilustrativas, e eis que passava-lhe por toda a extensão da tua anatomia um receio, tomando-lhe por inteiro, transpassando-lhe o peito com intensidade, e marcando-lhe nas veias um sinal de eterno condenado.
Dói-lhe saber que teu passaporte para o céu estará manchado em escarlate, renegando-lhe a passagem e estadia, ao que seringas afastam-lhe de falsos sorrisos sádicos? Não deveria.
Não haveria salvação para minha tragédia; afundara minha alma em uma piscina de sangue e talvez jamais encontrasse uma válvula de escape para tal situação. Porém, arrancaria meu coração, entregando-te em uma bandeja de ouro, caso tivesse absoluta certeza de que isto conseguiria resgatar a eterna criança adormecida em teu peito, trazendo-lhe de volta o sorriso que outrora morara irradiante em teus lábios. Apenas durma, doce amante, e o tempo também há de manchar-lhe os lençóis com a vívida cor da vingança.
Jorra-me o sangue. Estive no inferno por duas vezes; o suficiente para deleitar-me a Oh!, tão extraordinária sensação que presidia o libertar-se das correntes. Era pútrida, surreal e dolorosa. Eis a tua verdade: Eram-lhe meramente ilustrativas, e eis que passava-lhe por toda a extensão da tua anatomia um receio, tomando-lhe por inteiro, transpassando-lhe o peito com intensidade, e marcando-lhe nas veias um sinal de eterno condenado.
Dói-lhe saber que teu passaporte para o céu estará manchado em escarlate, renegando-lhe a passagem e estadia, ao que seringas afastam-lhe de falsos sorrisos sádicos? Não deveria.
Não haveria salvação para minha tragédia; afundara minha alma em uma piscina de sangue e talvez jamais encontrasse uma válvula de escape para tal situação. Porém, arrancaria meu coração, entregando-te em uma bandeja de ouro, caso tivesse absoluta certeza de que isto conseguiria resgatar a eterna criança adormecida em teu peito, trazendo-lhe de volta o sorriso que outrora morara irradiante em teus lábios. Apenas durma, doce amante, e o tempo também há de manchar-lhe os lençóis com a vívida cor da vingança.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Almost Poisoned.
Ao observar minha imagem ao topo do mundo, só passava-me pela cabeça uma única certeza: Aquele grito torturante jamais abandonaria minha garganta.
Talvez simplesmente estivesse designado a isto. Infortúnio que duvidasse do destino: O tempo deixara cicatrizes profundas nas minhas veias, quase forçando-me a confiar que todos os teus sinais houvessem sido combinados em antemão.
Meus olhos doíam ao encarar a parede esverdeada debochando-me à minha frente: Ela jamais me parecera tão branca. Não havia nada que fizesse com que me sentisse melhor naquele momento, apenas apreciaria, por ora, abraçar aos conceitos de Sylvia Plath, permanecendo ali, “deitado de mãos postas e ficar completamente vazio”, disposto apenas as minhas dores carnais.
Meu coração poderia permanecer congelado durante anos; sempre voltaria a sentir a brasa florescendo-lhe, quando voltasse a derreter. Não se preocupe, querido, eu aceitaria tuas mentiras, apenas não permitira que envenenassem-me de tal maneira.
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